O Rio Negro entrou oficialmente no período de vazante, fase em que o nível das águas começa a diminuir com o fim do período chuvoso na Amazônia. Nesta terça-feira (7/7), o rio marcou 28,40 metros no Porto de Manaus, acumulando uma redução de 10 centímetros em relação à cota máxima registrada no início do mês. Somente nas últimas 24 horas, o nível baixou 3 centímetros.
O acompanhamento é realizado diariamente por meio da régua de medição instalada no Porto de Manaus, referência histórica para o monitoramento das cheias e vazantes na capital amazonense.
De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), as condições climáticas previstas para os próximos meses indicam a possibilidade de uma nova seca histórica em 2026, caso o cenário se confirme.
Embora o nível atual ainda não represente uma situação crítica, especialistas alertam que uma estiagem severa pode provocar impactos significativos no estado.
Com a redução do volume de água nos rios, a navegação tende a ficar mais restrita, obrigando embarcações a reduzir a quantidade de carga transportada. O aumento dos custos do transporte fluvial pode refletir diretamente nos preços de alimentos, combustíveis e outros produtos que chegam ao Amazonas pelos rios.
A atividade industrial também pode ser afetada. A logística da Zona Franca de Manaus depende do transporte hidroviário para o recebimento de matérias-primas e o escoamento da produção. Em um cenário de seca severa, há risco de redução das atividades industriais, férias coletivas e impactos na economia e no mercado de trabalho.
O Serviço Geológico do Brasil segue monitorando diariamente o comportamento do Rio Negro e a evolução da vazante para acompanhar os efeitos das condições climáticas sobre a região.




