A pré-candidata do PL ao Governo do Amazonas, Maria do Carmo, passou a ser alvo de críticas nas redes sociais e nos bastidores políticos após comentar o áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro. A empresária afirmou não enxergar irregularidades no pedido de patrocínio feito pelo parlamentar a uma instituição financeira para a produção de um filme.
A declaração foi publicada em vídeo nas redes sociais nesta sexta-feira (15/5). Na gravação, Maria do Carmo classificou a repercussão do caso como uma possível “tempestade provocada por conta de uma disputa eleitoral”. Segundo ela, pedidos de patrocínio a bancos para produções audiovisuais seriam situações comuns.
O posicionamento repercutiu negativamente entre internautas e analistas políticos, especialmente pelo histórico da empresária em discursos contra corrupção, privilégios e práticas associadas ao que costuma chamar de “velha política”. Críticos apontaram incoerência no tratamento dado ao caso envolvendo aliados políticos.
“Eu, até agora, não vi nenhuma irregularidade de se pedir patrocínio de um banco para um filme, coisa que nós já estamos acostumados a ver”, afirmou Maria do Carmo no vídeo divulgado nas plataformas digitais.
A repercussão reacendeu debates sobre seletividade em posicionamentos políticos e coerência discursiva entre figuras públicas ligadas ao cenário conservador. O caso ganhou projeção nacional após a divulgação de áudios atribuídos ao senador Flávio Bolsonaro.
