MEC identifica 218 diplomas falsos de mestrado e doutorado emitidos por supostas universidades do exterior

Entidades fictícias e instituições inexistentes no Brasil foram identificadas, e estudantes devem ser tratados como vítimas de fraude, afirma o ministério

27 de novembro de 2025
Foto: Divulgação

O Ministério da Educação (MEC) emitiu uma recomendação de cautela extrema às universidades ao analisar pedidos de revalidação ou reconhecimento de títulos obtidos no exterior, após identificar diplomas emitidos por entidades fictícias.

Diante da apuração, o alerta do MEC cita diretamente a Florida University – USA (Fuusa), que teria sido utilizada por estudantes para tentar obter registro profissional e validação acadêmica no Brasil.

De acordo com documentos de identificação analisados pelo MEC, foram consideradas suspeitas as seguintes universidades ao avaliar pedidos de revalidação ou reconhecimento de diplomas obtidos no exterior, entre elas estão: 

  • Emil Brunner World University (EBWU)
  • Faculdades de Teologia e Filosofia Fides Reformata (Fateffir)
  • Ivy Enber Christian University
  • São Luiz University
  • Universidad del Sol (Unades), do Paraguai
  • Unifateffir
  • Veni Creator Christian University

A investigação jornalística que revelou o caso expôs um ecossistema de instituições inexistentes, que atuam no país oferecendo cursos de pós-graduação fraudulentos.

Foto: Divulgação/Internet 

Identificação de fraudes em diplomas 

Após a identificação de 218 diplomas pelo Diário Oficial da União (DOU) de mestrado e doutorado vinculados à suspeita Facultad Interamericana de Ciencias Sociales (FICS), no Paraguai, a Universidade Federal de Alagoas (UFAL) constatou irregularidades graves, incluindo a ausência de autorização educacional e indícios de “clonagem institucional”, tornando os títulos juridicamente impossíveis de reconhecer.

O Ministério da Educação afirma que, até prova em contrário, os requerentes devem ser tratados como vítimas de fraude, e não como cúmplices. A recomendação central é que as universidades consultem permanentemente a Plataforma Carolina Bori e reforcem internamente os alertas, a fim de evitar prejuízos institucionais e acadêmicos.

O Ministério da Educação (MEC) afirma que novas medidas só poderão ser adotadas após a conclusão formal das investigações pelas autoridades competentes, que seguem em andamento no âmbito policial e diplomático.

Diante da situação, cada universidade deve cumprir rigorosamente o protocolo de verificação, proteger sua reputação acadêmica e garantir a integridade dos processos de reconhecimento de diplomas, responsabilidade que recai sobre cada instituição de ensino superior (IES).

Foto: Divulgação/Internet 

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