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Os motoboys e a sua própria Lei Penal.

Na manhã do dia 14/08/2025, mais um caso tomou grande proporção. Uma discussão entre um entregador de aplicativo e os donos de uma padaria localizada no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus, acabou levando todos os envolvidos à delegacia.

Escrito por Redação
18 de agosto de 2025
Foto: Divulgação

Não é raro olhar por aí notícias, matérias e publicações em redes sociais sobre a união dos motoboys da cidade. A fraternidade entre eles lembra até o conto literário os três Mosqueteiros, onde utilizavam o bordão’ Um por todos e todos por um’. 

Na manhã do dia 14/08/2025, mais um caso tomou grande proporção. Uma discussão entre um entregador de aplicativo e os donos de uma padaria localizada no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus, acabou levando todos os envolvidos à delegacia. O caso contou com relatos de agressão, troca de acusações e acionamento da Polícia Civil para apuração.

No ano passado, em meados de julho de 2024, um homem não teria gostado da atitude do motoboy no momento da entrega e, com isso, o agrediu verbalmente. O profissional, então, retornou à base onde relatou o ocorrido aos colegas de trabalho. O grupo voltou ao condomínio para tomar satisfação e as agressões se intensificaram.

Câmeras de segurança do condomínio registram o ocorrido. Em um determinado momento, um dos motoboys empurra o morador e um segundo profissional o agride na cabeça com o capacete. Com o golpe, o morador cai no chão e recebe vários chutes de um terceiro motoboy.

Na época, a polícia informou que o morador foi levado ao Hospital João Lúcio, na Zona Leste da cidade, onde passou por cirurgia e segue internado. O estado de saúde dele era extremamente grave e havia possibilidade de sequela.

Bom, não é errado a união de profissionais da mesma categoria se juntarem em busca de algo em comum. Porém, a partir do momento que essa conduta é tipificada, é necessário que os autores respondam criminalmente. A violência psicológica e, muitas vezes agressões físicas por bandos não podem ser normalizadas. O discurso de serem trabalhadores e estarem procurando a busca por sustento honesto não é plausível. Não se pode, em hipótese alguma, agir como um bando de justiceiros que lutam para proteger a categoria. Atitudes assim marginalizam motoboys que, de fato, só procuram diariamente o ganha pão da família, faça chuva ou faça sol!

É importante que as autoridades competentes estejam atentas para que a Capital Amazonense não seja, ainda mais, uma terra sem lei onde cada categoria possui  sua Constituição e lei penal.

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