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Fortes chuvas causam enchentes devastadoras na Itália e no Afeganistão

Escrito por
Thiago Freire
May 18, 2024
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Foto: ANDREAS SOLARO / AFP / METSUL METEOROLOGIA

Fortes chuvas continuam a atingir o norte da Itália nesta sexta-feira (17), causando graves inundações e isolando várias casas após o rompimento da barragem do rio Muson dei Sassi na cidade de Camposampiero, província de Pádua. As regiões mais afetadas incluem Vêneto e Lombardia, com Milão registrando as chuvas mais fortes em 170 anos, resultando no transbordamento de três rios.

O governador do Vêneto, Luca Zaia, declarou estado de emergência e abriu uma unidade de crise, destacando que a onda de mau tempo é um fenômeno excepcional pela sua sazonalidade e características. Ele pediu aos cidadãos que permaneçam em casa, exceto em situações de extrema necessidade. Em Castelfranco Veneto, Treviso, o prefeito Stefano Marcon anunciou o fechamento de todas as escolas após a queda de 100 milímetros de chuva em uma hora e o transbordamento de dois rios.

A Defesa Civil decretou alerta vermelho no Vêneto e laranja para Friuli-Venezia Giulia e Lombardia, onde mais de 700 voluntários estão trabalhando para lidar com as inundações, quedas de árvores e danos em pontes. O nível dos rios, incluindo o rio Pó, está sendo monitorado de perto.

Afeganistão Sofre com Nova Onda de Enchentes

No Afeganistão, ao menos 50 pessoas morreram devido a uma nova enchente causada por chuvas torrenciais na província de Ghor. Segundo o porta-voz da polícia de Ghor, Abdul Rahman Badri, as enchentes ocorreram na sexta-feira, deixando várias outras pessoas desaparecidas. Além disso, ao menos 2 mil casas foram destruídas, 4 mil parcialmente danificadas, 2 mil lojas submersas, e centenas de hectares de terras agrícolas devastadas na capital da província, Feroz-Koh.

Essa é a segunda catástrofe em uma semana no país, que ainda se recupera das cheias repentinas na província de Baghlan, no norte. Na semana passada, 315 pessoas morreram e mais de 1.600 ficaram feridas. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) afirmou que os sobreviventes ficaram sem casa, terra e fonte de subsistência, destacando que 80% dos mais de 40 milhões de afegãos dependem da agricultura para sobreviver.

Além das inundações, um helicóptero da Força Aérea afegã caiu na quarta-feira devido a problemas técnicos durante a recuperação de corpos de vítimas, resultando em um morto e 12 feridos. O Afeganistão enfrenta uma grave escassez de fundos de ajuda desde que os talibãs tomaram o poder em 2021, tornando o país um dos mais vulneráveis às mudanças climáticas e um dos menos preparados para suas consequências.

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