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Redação
January 10, 2024
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A cultura do Brasil é rica. Seja por meio de contos, costumes, religiosidade, música, danças regionais, o brasileiro consegue transmitir a riqueza da sua cultura. A Amazônia, por exemplo, transmite o seu folclore, ou sua história, com festivais folclóricos. A quantidade de eventos culturais na região é enorme. Destacamos alguns desses vários elementos que compõem a cultura amazônica:

Festival Folclórico de Parintins (Amazonas)

Tido como a maior manifestação folclórica do Norte do país, o Festival Folclórico de Parintins acontece desde 1965, com formato de apresentações em três noites, no bumbódromo (um anfiteatro). A festa exalta a cultura, a riqueza da floresta, os povos tradicionais e a biodiversidade da Amazônia. Nos últimos anos, tem grande apelo à preservação da floresta e de seus povos tradicionais, como indígenas e ribeirinhos. O Festival tem como anfitriões os bumbás Garantido e Caprichoso, nascidos das tradicionais brincadeiras de ruas, promessas e lendas. Acontece todos os anos sempre no último fim de semana de junho, atraindo milhares de turistas da região, do Brasil e do exterior.

Matérias sobre o Tema:

Imagem: Reprodução/Internet

Bumba-meu-Boi (Maranhão)

Teatro, dança e música compõem o Complexo Cultural do Bumba-meu-boi do Maranhão. A manifestação folclórica possui matizes no catolicismo popular e no cristianismo, envolvendo a devoção a santos juninos como São João, São Pedro e São Marçal, mas também inclui cultos afro religiosos maranhenses, com orixás, voduns e encantados. O instrumento central é azabumba, instrumento musical com feito em madeira e membrana de couro. Também tem como característica o uso de pandeirinhos e maracás, resultando em um ritmo acelerado e na dança composta por passos curtos. Costuma acontecer nos meses de junho e julho, durante o período de Festas Juninas.

Imagem: Reprodução/Internet

Festival Yawa (Acre)

Realizado há 22 anos na Aldeia Nova Esperança, às margens do Rio Gregório, afluente do Rio Juruá, o Festival Yawa propõe uma imersão na cultura e nas tradições do povo Yawanawá, do Acre. Os indígenas da etnia celebram a vida e o resgate da sua cultura, com danças, brincadeiras, culinária, artesanato, narrações de antigas histórias, entre outras manifestações. Ocorre anualmente, sem data fixa. É durante o festival que é promovido o intercâmbio entre outros povos tradicionais, onde são cedidos espaços para que façam suas apresentações com músicas e danças.

Imagem: Reprodução/internet

Festival de Toada Amapaense (Amapá)

Desde 1988, a capital Macapá realiza o Festival Oficial de Toada Amapaense, também conhecido como Festa do Boi-bumbá, com apresentações de grupos de toadas que representam os bois Garantido e Caprichoso, bumbás de Parintins (AM).

A festa tem ligações com diversas tradições: africanas, indígenas, europeias, católicas. Assim como Parintins, as apresentações contam com evolução de itens como boi-bumbá, como pajé, sinhazinha, entre outros.

Imagem: Marina Souza/G1

Festivais internacionais de dança folclórica (Mato Grosso)

Nos anos de 1994 e 1997 foram realizados o I e II Festival Internacional de Folclore de Mato Grosso, com a presença de representações de vários estados e países como Canadá, Espanha, Polônia, Rússia, Alemanha, Argentina entre outros. Atualmente, com a nomenclatura FIFOLK, obtém anualmente grande adesão popular de vários estados brasileiros e outros países, com participação popular em torno de 10 mil pessoas por dia. Em2023, acontece nos dias 14 a 24 de setembro.

Imagem: Reprodução/Internet

Festival Folclórico de Caracaraí (Roraima)

O Festival Folclórico de Caracaraí é um dos eventos que mais movimentam o município de mesmo nome, em Roraima. Inspirado no Festival de Parintins, o evento mostra a disputa entre duas agremiações: Gavião Caracará, ave predominante local e a Cobra Mariana, que segundo a lenda, mora nos fundos do rio Branco.

Imagem: Girnei Araújo

Duelo da Fronteira (Rondônia)

Em Guajará-Mirim, Rondônia, acontece o Duelo da Fronteira, dos bumbás Malhadinho e Flor do Campo, que duelam todo segundo fim de semana de agosto em uma batalha de cores, sons e movimentos, unindo folclore indígena e caboclo. Faz parte do calendário de eventos da região, lotando hotéis, pousadas, bares e restaurantes, aquecendo o comércio local.

Imagem: SamyOtto/Ésio Mendes

Festa do Sairé (Pará)

Envolve a disputa entre os botos Cor de Rosa e Tucuxi em Alter do Chão, no Pará. O folclore gira em torno da sedução, morte e ressurreição de personagens. O símbolo do Sairé é um semicírculo, de cipó torcido, envolvido por algodão, flores, fitas coloridas e motivos religiosos, que lembram um escudo português. O estandarte é conduzido por uma mulher, chamada de Sairapora. Nos dias de Sairé, ele é fincado na principal praia de Alter do Chão, repetindo o que faziam os índios para salvar os colonizadores portugueses.

Imagem: Reprodução/Internet

Festival de Música Folclórica de Santa Rosa (Tocantins)

Roda, Catira, Caixa, Viola, Sússia, Vena, Congada, tambor estão entre as categorias disputadas no Festival de Música de Santa Rosa e com foliões das mais diversas localidades do Estado. Essa foi a forma encontrada para incentivar e manter viva a cultura regional. São cinco dias de diversão que atraem para a cidade milhares de turistas, beneficiando a economia local.

Imagem: Divulgação/Internet

Círio de Nazaré

Uma das principais festividades culturais da Amazônia é o Círio de Nazaré, em Belém. A procissão que tem lugar no estado do Pará é uma homenagem à Nossa Senhora de Nazaré e se realiza em outubro. Milhares de fiéis caminham quilômetros em ruas enfeitadas carregando uma imagem de Nossa Senhora de Nazaré. O percurso é realizado da Catedral de Belém até a Praça Santuário de Nazaré, onde a imagem fica durante quinze dias.

Imagem: Rafael Tomazi/Shutterstock

Fonte (Capa): Reprodução/Internet

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