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Escola de samba Vai-Vai sob investigação: possíveis vínculos com facção criminosa PCC

Polícia Civil apura conexões entre a tradicional Vai-Vai e o PCC; ex-presidente e diretor financeiro no centro das investigações

Escrito por
Thiago Freire
December 19, 2023
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A tradicional escola de samba Vai-Vai, detentora de 15 títulos do Carnaval de São Paulo, encontra-se no centro de uma investigação conduzida pela Polícia Civil, que sugere uma possível conexão da agremiação com a facção criminosa PCC. Documentos revelam que a escola teria se transformado em um reduto do crime, mencionada em um processo sigiloso de lavagem de dinheiro na Justiça de São Paulo, conforme apurado pelo jornal Folha de S.Paulo. A Vai-Vai nega veementemente as acusações.

Luiz Roberto Marcondes Machado de Barros, conhecido como Beto da Bela Vista, ex-presidente e diretor financeiro da Vai-Vai, emerge como um dos principais alvos da investigação. Relatórios indicam que, sob sua gestão, a escola expulsou membros policiais devido a supostas associações com o PCC. A Polícia identificou essa conexão após denúncias sobre o envolvimento de Beto com o crime organizado, realizando diligências em endereços relacionados ao ex-diretor e a outros membros da escola.

De acordo com as investigações, dados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) reforçam suspeitas de participação de Beto, sua esposa, mãe e outros em esquemas de lavagem de dinheiro. Outro alvo da polícia é o diretor presidente do clube de futebol associado à Vai-Vai, apontado com conexões a empresas suspeitas de lavagem de dinheiro.

O relatório policial revela o histórico criminal de Luiz Roberto, incluindo aproximadamente dez anos de prisão por diversas acusações, como formação de quadrilha, roubo, uso de documento falso, entre outras. Em resposta, Beto negou ligações com o PCC e com André do Rap, um foragido ligado à facção.

A Vai-Vai, por meio de nota, contesta as alegações, afirmando a inexistência de indícios de vínculo com a organização criminosa. Alega ainda que Luiz Roberto não foi presidente da agremiação. A advogada Luiza Oliver, representante de Beto, destaca que ele não foi condenado nem denunciado por fazer parte de uma organização criminosa, ressaltando que é temerário associá-lo a atos atribuídos apenas ao irmão.

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