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Saúde e Bem Estar

Diabetes gestacional atinge 18% das grávidas brasileiras

Estima-se que cerca de 400 mil mulheres têm algum tipo de hiperglicemia na gravidez

Escrito por
Rhyvia Araujo
December 24, 2023
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Marcado por uma série de adaptações hormonais, a gestação é um período de transformações profundas e também de desafios para a saúde da mulher. Essas mudanças, de acordo com alguns especialistas, podem desencadear o desenvolvimento da diabetes gestacional, uma condição que oferece riscos para a mãe e o feto.

De acordo com o Ministério da Saúde, 18% das gestantes brasileiras têm diabetes gestacional. Considerando-se que o número total de partos no Brasil é de aproximadamente 3 milhões por ano, estima-se que cerca de 400 mil pessoas têm algum tipo de hiperglicemia na gravidez.

Mas, afinal o que é diabetes gestacional?

A diabetes é uma condição na qual o corpo não consegue usar os açúcares e carboidratos que ingere para produzir energia. O pâncreas não produz insulina ou a produz em quantidade insuficiente para transformar o alimento em combustível celular. Como resultado, o açúcar extra se acumula no sangue.

Diferentemente das diabetes tipo 1 e 2, que podem aparecer em outros momentos da vida, a diabetes gestacional é específica da gravidez. A enfermidade surge por causa do aumento de resistência periférica à insulina, influenciada por hormônios como o lactogênio placentário.

O risco é maior para pessoas com histórico de pré-diabetes, diabetes gestacional, obesidade, ovário policístico e hipertensão. Gravidez gemelar e diagnóstico de diabetes em parentes de primeiro grau também favorecem a condição.

O quadro geralmente desaparece sem a necessidade de intervenções médicas após a mulher dar à luz. Ainda assim, uma mulher com diabetes gestacional pode permanecer diabética depois do parto ou mesmo desenvolver o tipo 2 da doença no futuro.

A gestante ainda tem risco de obesidade, porque o estado de hiperglicemia favorece esse distúrbio metabólico, e de doença cardiovascular. As complicações incluem malformações congênitas, óbito fetal, macrossomia fetal (crescimento excessivo do feto), aumento do líquido amniótico, trabalho de parto prematuro, infecção urinária e hemorragia pós-parto.

Além disso, o crescimento excessivo do feto pode tornar-se um desafio no momento do parto, aumentando a probabilidade de problemas de saúde para o bebê após o nascimento.

Diagnóstico

Se o resultado for acima de 126 mg/dL, a pessoa é diagnosticada com diabetes mellitus tipo 1 ou 2. Entre 92 e 126, a paciente tem diagnóstico de diabetes gestacional.

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