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Saúde e Bem Estar

Alunos de saúde de Harvard visitam ações do SUS em Manaus

O grupo é formado por 15 brasileiros e 15 estrangeiros

Escrito por
Letícia Misna
January 12, 2024
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Na última semana, 30 estudantes de pós-graduação em áreas da saúde da Universidade Harvard, entre 15 brasileiros e 15 estrangeiros, desembarcaram em Manaus para conhecer ações do Sistema Único de Saúde (SUS) em área ribeirinha, considerando as demandas da população e as particularidades da região.

Ocorrendo pela primeira vez no Amazonas, a iniciativa integra a programação do Curso Colaborativo de Campo em Saúde Pública Púbica Harvard-Brasil 2024, articulada entre a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM), Fundação de Vigilância em Saúde Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA) com a Escola de Saúde Pública Harvard TH Chan (HSPH).

“O SUS é uma conquista social importantíssima. O Brasil é um país que se destaca com um sistema de cuidados à saúde em todos os níveis de atenção. Muitas vezes esquecemos do quanto precisamos valorizá-lo”, disse o subsecretário municipal de Gestão da Saúde, Djalma Coelho,


VISITA

Na terça (9), o grupo, formado por médicos, nutricionistas, dentistas, entre outros, conheceu a Unidade de Saúde da Família (USF) Nossa Senhora de Fátima e o Laboratório de Endemias, localizados na região do Tarumã-Mirim, a 6,5 quilômetros da área urbana da capital.

“A visita foi muito importante para que mostrássemos o quanto a natureza impacta a rotina numa região peculiar como a nossa.  Em 2023 tivermos uma estiagem severa e agora estamos no período de muitas chuvas, mas mesmo com esses fenômenos não deixamos de ofertar nossos serviços da atenção primária”, acentuou o diretor do Distrito de Saúde Rural (Disa Rural), Rubens Santos Souza, que conduziu a visitação.

SAÚDE GRATUITA

A nutricionista americana Lexi Faina, destacou que o aspecto mais interessante na visitação foi a gratuidade do SUS, uma realidade bem diferente da vivenciada pelos norte-americanos.

“As abordagens junto aos ribeirinhos me deixaram muito impressionada porque vi que as pessoas conseguem ter acesso à saúde.  É bem diferente do sistema americano, em que tudo é pago. Outro ponto foi o trabalho dos agentes de saúde e das unidades fluviais que fornecem atendimento, medicamentos. As pessoas muitas vezes nem precisam sair de suas casas para receber medicamentos”, pontuou.  

Nesta quarta-feira (10), os estudantes visitaram ainda a Comunidade Parque das Tribos, na zona Oeste. A programação do curso segue até o dia 19.

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