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Acidentes de trabalho causaram 25 mil mortes nos últimos dez anos no Brasil

Gastos com benefícios por acidentes de trabalho chegaram a R$ 136 bilhões no mesmo período

Escrito por
Redação
April 29, 2024
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Foto: Freepik

Segundo dados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), entre 2012 e 2022 foram comunicados mais de 6 milhões de acidentes de trabalho, resultando em mais de 2 milhões de afastamentos e 25 mil mortes. Os gastos com auxílios-doença, aposentadorias por invalidez, pensões por morte e auxílios acidente de trabalho chegaram a R$ 136 bilhões nesse período.

O Dia Nacional em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho, lembrado no último domingo (28), destaca a campanha “Abril Verde”, promovida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). O lema deste ano é "Adoecimento também é acidente do trabalho – conhecer para prevenir".

A coordenadora nacional do MPT para Saúde dos Trabalhadores, Cirlene Zimmermann, explica que a iniciativa visa sensibilizar a sociedade sobre a importância de comunicar à Previdência Social os acidentes do trabalho:

"Em termos previdenciários, trabalhistas e fiscais, tanto as doenças relacionadas ao trabalho quanto os acidentes típicos, traumáticos, eles são considerados acidentes do trabalho”.

Entre as doenças mais comuns estão as lesões ósseas musculares e lesões por esforço repetitivo, como tendinites e bursites. Além disso, transtornos mentais relacionados ao trabalho também são preocupantes. Cirlene destaca:

"Nós temos depressões, ansiedades relacionadas ao trabalho. Nós temos situações de estresses pós traumático. Por exemplo, um trabalhador pode ser esmagado por uma máquina, pode ser atropelado no ambiente de trabalho. E os colegas que estão naquele ambiente, visualizando aquela cena, muitas vezes ficam expostos também aos impactos psicológicos desta situação. Isso muitas vezes causa o estresse pós traumático e pode vir a se tornar uma doença com afastamento de outros trabalhadores”.

Outros fatores, como assédios moral, sexual e eleitoral, além de jornadas diárias exaustivas, podem levar à doença mental. No entanto, é comum que o próprio empregado resista a admitir o problema, por preconceito social ou constrangimento.

 

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