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A Geografia da Amazônia

A Amazônia é considerada a região de maior biodiversidade do planeta

Escrito por
Redação
January 01, 2024
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A Amazônia é considerada a região de maior biodiversidade do planeta. É composta por um conjunto de ecossistemas que correspondem à Floresta Amazônica, maior floresta tropical do mundo, e a Bacia Amazônica, maior bacia hidrográfica do planeta. A Amazônia possui a aparência, vista de cima, de um grande tapete verde, uma camada contínua de copas largas, situadas a aproximadamente 30 metros acima do solo. A maior parte de seus mais de cinco milhões de km² é composta por uma floresta densa, além de  25 mil quilômetros de rios navegáveis.

Considerando a abrangência em outros países, o bioma apresenta cerca de 6,9 milhões de km². No Brasil: 5.015.067,86 km2, milhões de km², segundo o IBGE.

Fonte: Google / Reprodução

As Principais Regiões

A regionalização dos  espaços da Amazônia Brasileira é quase exclusivamente baseada no nome dos grandes e médios rios, afluentes do Amazonas.

Na fronteira com a Colômbia, onde se inicia o chamado Alto Solimões, existem cidades importantes fronteiriças (Tabatinga, Benjamin Constant e São Paulo de Olivença). Na região de Manaus, na área de encontro do Rio Negro com o Baixo Solimões, ocorre um dos mais importantes pontos de desenvolvimento urbano, econômico e social da Amazônia.

Médio Amazonas concentra uma área importante do ponto de vista demográfico e econômico regionalmente, que estende-se desde a área do encontro das águas do Rio Negro e Solimões até a região de Santarém, na foz do Rio Tapajós, onde se inicia o Baixo Amazonas até as proximidades do Porto de Moz e a Ilha Grande de Gurupá.

A partir daí existe o Golfão Marajoara que inclui a larga embocadura do Rio Amazonas entre o Amapá e a Ilha de Marajó; ainda o Estreito de Breves a oeste dessa ilha, terminando pelos longos trechos da Baía das Bocas; e a leste-nordeste, o Rio Pará, o Baixo Tocantins e a Baía de Marajó, uma região da maior importância na história da Amazônia e de suas peculiaridades sub-regionais.

Municípios chaves

Levando em conta aspectos econômicos, populacionais e territoriais, destacamos algumas das cidades mais importantes da Amazônia. Em termos populacionais, Manaus é a mais habitada com população estimada em 2.255.903 pessoas em 2021, segundo a última estimativa do IBGE. Belém vem em segundo lugar com uma população estimada em 1.506.420 pessoas. Em terceiro lugar está São Luís - MA, com população estimada em 1.115.932 pessoas.

Nos aspectos territoriais, destaca-se Altamira (Pará), com 159.533,306km², que é a maior cidade em extensão territorial do Brasil. Barcelos no Amazonas, distante cerca de 400 km em linha reta de Manaus, Barcelos possui uma área territorial de 122.461,086 km². É considerada uma cidade histórica, pois foi a primeira capital da província do Estado antes da transferência para Manaus da sede administrativa. Logo atrás de Barcelos está São Gabriel da Cachoeira (Amazonas), conhecido como cabeça do cachorro, por seu formato geográfico no mapa. Possui a extensão territorial de 109.181,245km² e é a terceira maior cidade do Brasil nesse quesito.

Em relação aos aspectos econômicos, Manaus e Belém são as principais cidades, as únicas na macrorregião que possuem população superior a um milhão e meio de habitantes e que possuem complexos industriais. Apesar de não ser a região mais industrializada do país, Manaus conta com o apoio da Zona Franca de Manaus, um complexo criado para ajudar no desenvolvimento da região. Belém é uma das principais entradas na região de produtos oriundos do Sul e Sudeste devido às rodovias.

Após seca, Zona Franca de Manaus acelera contratações - Fato 360
Zona Franca de Manaus — Fonte: Agência Brasil / Secretaria-Geral

Importante citar cidades que, pela sua localização, adquiriram funções particularmente importantes, tais como Marabá, Santarém, Brasiléia, Imperatriz, Parintins, culminando pelo grupo de cidades fronteiriças, envolvendo importantes núcleos urbanos e culturais da Amazônia próximos da fronteira.

Região preservada

Até 2022, a área de floresta ocupava 78,7% do bioma amazônico, segundo o último levantamento do MapBiomas, uma iniciativa do Observatório do Clima, desenvolvida por uma rede multi-institucional envolvendo universidades, ONGs e empresas de tecnologia para mapear anualmente a cobertura, o uso e as mudanças do território brasileiro. Durante o estudo, que foi divulgado na última Conferência do Clima da ONU, a COP27, o MapBiomas também avaliou o que aconteceu com as áreas desmatadas: entre 1985 e 2021, 44,5 milhões de hectares (Mha) de vegetação nativa foram convertidos para agropecuária. Nos últimos 37 anos, as pastagens triplicaram, passando a ocupar 13% do bioma. Amazonas, Pará e Mato Grosso, os três maiores estados do bioma, são os que detêm maior área florestal. Juntos, eles respondem por 81% das florestas da Amazônia. Ao longo desses 37 anos, o bioma perdeu 74,6 milhões de hectares de vegetação nativa, uma área equivalente à da Zâmbia.

Entre os nove estados que compõem a Amazônia Legal, os mais críticos em relação ao risco de desmatamento em 2023 são os três maiores: Pará, Amazonas e Mato Grosso. Juntos, eles representam 73% da área ameaçada em 2023 (8.582 km²), conforme a PrevisIA,  plataforma de inteligência artificial do Imazon.

Christian Braga Greenpeace 2 - Desmatamento na Amazônia triplica em março e faz trimestre fechar como o 2º pior desde 2008
Desmatamento em Porto Velho, Rondônia (2022) — Fonte: Christian Braga / Greenpeace

Pouco mais da metade (54,3%) das áreas florestais preservadas estão em áreas legalmente protegidas, como Terras Indígenas e Unidades de Conservação. São 803 áreas protegidas da Amazônia (terras indígenas, unidades de conservação e territórios quilombolas), das quais 653, ou 81%, estão sob risco de desmatamento em 2023, conforme a PrevisIA.

Confira no Imazon onde mais a Amazônia está perdendo floresta em 2023.

Fonte (Capa): Internet / Pixbay.com
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