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2024 pode ser ainda mais quente do que 2023, aponta ONU

O fenômeno El Niño deve continuar, o que justificará um 2024 com altas temperaturas

Escrito por
Rhyvia Araujo
January 14, 2024
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O ano de 2024 pode quebrar o recorde de calor registrado em 2023, conforme anunciou a Organização das Nações Unidas (ONU), que fez um novo apelo pela redução das emissões de gases de efeito estufa para combater as mudanças climáticas.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), vinculada à ONU, afirmou ainda que a tendência a um aquecimento como o registrado entre junho e dezembro de 2023 seguirá neste ano, ainda sob os efeitos do El Niño.

A Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (Noaa, na sigla em inglês) projetou, por sua vez, que há cerca de 33% de chance de que 2024 seja mais quente que 2023, e 99% de que fique entre os cinco mais quentes já registrados.

"Depois de ver a análise climática de 2023, tenho que dizer que as descobertas são surpreendentes ", Sarah Kapnick, cientista-chefe da Noaa. Segundo Kapnick, 2023 não foi apenas "o ano mais quente no registro climático de 174 anos da Administração Nacional Oceânica Atmosférica, mas de toda a história”.

"Um planeta em aquecimento significa que precisamos estar preparados para os impactos das alterações climáticas que acontecem aqui e agora, como eventos climáticos extremos que se tornam mais frequentes e graves", acrescentou Kapnik.

Além de as emissões humanas de gases de efeito estufa continuarem altas, o fenômeno El Niño deve continuar, o que justificará um 2024 com altas temperaturas.

"Embora os eventos do El Niño ocorram naturalmente e venham e vão de um ano para o outro, as alterações climáticas a longo prazo estão a aumentar, e isso é inequívoco devido às atividades humanas", destacou, em um comunicado, a secretária-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Celeste Saulo.

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